sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Quantidade de Questões para a prova Multi
do CEF-17 - Ano 2015
          6º ano – 20 questões objetivas com alternativas de a); b); c); d)
PORTUGUÊS
03
MATEMÁTICA
03
CIÊNCIAS NATURAIS
02
GEOGRAFIA
02
HISTÓRIA
02
INGLÊS
02
ARTE
02
EDUCAÇÃO FÍSICA
02
PD-1 (MAT.1)
01
PD-2 (MAT.2)
01

         7º ano – 30 questões objetivas com alternativas de a); b); c); d)
PORTUGUÊS
05
MATEMÁTICA
05
CIÊNCIAS NATURAIS
03
GEOGRAFIA
03
HISTÓRIA
03
INGLÊS
03
ARTE
02
EDUCAÇÃO FÍSICA
02
PD-1 (MAT.1)
02
PD-2 (MAT.2)
02

      e anos – 40 questões objetivas com alternativas de a); b); c); d)

PORTUGUÊS
06
MATEMÁTICA
06
CIÊNCIAS NATURAIS
05
GEOGRAFIA
05
HISTÓRIA
05
INGLÊS
04
ARTE
03
EDUCAÇÃO FÍSICA
02
PD-1 (MAT.1)
02
PD-2 (MAT.2)
02
Texto 2 para 6º, 7º, 8º e 9º ano

INCLUSÃO SOCIAL

É difícil pensarmos que pessoas são excluídas do meio social em razão das características físicas que possuem, como cor da pele, cor dos olhos, altura, peso e formação física. Já nascemos com essas características e não podemos, de certa forma, ser culpados por tê-las.
A inclusão está ligada a todas as pessoas que não têm as mesmas oportunidades dentro da sociedade. Mas os excluídos socialmente são também os que não possuem condições financeiras dentro dos padrões impostos pela sociedade, além dos idosos, os negros e os portadores de deficiências físicas, como cadeirantes, deficientes visuais, auditivos e mentais. Existem as leis específicas para cada área, como a das cotas de vagas nas universidades, em relação aos negros, e as que tratam da inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.
O mundo sempre esteve fechado para mudanças, em relação a essas pessoas, porém, a partir de 1981, a ONU (Organização das Nações Unidas) criou um decreto tornando tal ano como o Ano Internacional das Pessoas Portadoras de Deficiências (AIPPD), época em que se passou a perceber que as pessoas portadoras de alguma necessidade especial eram também merecedoras dos mesmos direitos que os outros cidadãos.

http://www.brasilescola.com/upload/e/olhos(2).jpg
As diferenças enriquecem a vida de todos

A princípio, eles ganharam alguma liberdade através das rampas, que permitiram maior acesso às escolas, igrejas, bares e restaurantes, teatros, cinemas, meios de transporte, etc. Aos poucos, o mundo foi se remodelando para dar-lhes maiores oportunidades.
Hoje é comum vermos anúncios em jornais, de empresas contratando essas pessoas, sendo que de acordo com o número de funcionários da empresa, existe uma cota, uma quantidade de contratação exigida por lei. Uma empresa com até 200 funcionários deve ter em seu quadro 2% de portadores de deficiência (ou reabilitados pela Previdência Social); as empresas de 201 a 500 empregados, 3%; as empresas com 501 a 1.000 empregados, 4%; e mais de 1.000 empregados, 5%.
Nossa cultura tem uma experiência ainda pequena em relação à inclusão social, com pessoas que ainda criticam a igualdade de direitos e não querem cooperar com aqueles que fogem dos padrões de normalidade estabelecido por um grupo que é maioria. E diante dos olhos deles, também somos diferentes.

E é bom lembrar que as diferenças se fazem iguais quando essas pessoas são colocadas em um grupo que as aceite, pois nos acrescentam valores morais e de respeito ao próximo, com todos tendo os mesmos direitos e recebendo as mesmas oportunidades diante da vida.
Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
 
www.brasilescola.com/educacao/inclusao-social.htm
Texto 1 para o 6º, 7º, 8º e 9º ano

21 de Setembro: Dia Nacional da Luta das Pessoas com Deficiência      O Dia Nacional de Luta das Pessoas Deficientes foi instituído pelo movimento social em Encontro Nacional, em 1982, com todas as entidades nacionais. Foi escolhido o dia 21 de setembro pela proximidade com a primavera e o dia da árvore numa representação do nascimento das reivindicações de cidadania e participação plena em igualdade de condições. A data foi oficializada através da Lei Federal nº 11.133, de 14 de julho de 2005.
     Esta data é comemorada e lembrada todos os anos desde então em todos os estados; serve de momento para refletir e buscar novos caminhos e como forma de divulgar as lutas por inclusão social.
     No Brasil, segundo o IBGE, 14,5%  da população tem algum tipo de deficiência (algo em torno de 24,5 milhões de pessoas). Os direitos dos deficientes estão garantidos na Constituição Federal de 1988 e o Brasil tem uma das legislações mais avançadas sobre os direitos das pessoas com deficiência, das quais destacamos algumas:
  • Lei Federal  nº 7.853, de 24/10/1989, dispõe sobre as responsabilidades do poder público nas áreas da educação, saúde, formação profissional, trabalho, recursos humanos, acessibilidade aos espaços públicos, criminalização do preconceito.
  • Lei Federal  nº 8.213, 24/07/1991, dispõe que as empresas com 100 (cem) ou mais empregados devem empregar de 2% a 5% de pessoas com deficiência.
  • Lei Federal  nº 10.098, de 20/12/2000, dispõe sobre acessibilidade nos edifícios públicos ou de uso coletivo, nos edifícios de uso privado, nos veículos de transporte coletivo, nos sistemas de comunicação e sinalização, e ajudas técnicas que contribuam para a autonomia das pessoas com deficiência.
  • Lei Federal nº 10.436, 24/04/2002, dispõe sobre  o reconhecimento  das LIBRAS-Língua Brasileira de Sinais para os Surdos.
Estes avanços foram frutos de muita luta e enfrentamentos e muita vontade de transformar. Muito há que se fazer, para que estas leis saiam do papel, trazendo igualdade para todos os cidadãos.

Fonte: www.drsandro.org/datas-comemorativas/21-setembro-dia-nacional-luta-pessoas-deficiencia/#sthash.Blhai78x.dpuf.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

TEXTOS DA PROVA MULTIDISCIPLINAR (28/04/2015)


TEXTO I - 6º e 7º ANOS VESPERTINO
Declaração Universal dos Direitos da Água

         A Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o dia 22 de março como o “Dia Mundial da Água”. Em 1992, nessa data, a ONU publicou um documento intitulado “Declaração Universal dos Direitos da Água”. São dez itens que compõem a Declaração. Conheça alguns deles:
         Art. 1º - A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.
         Art. 2º - A água é a seiva do nosso planeta. Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou ser humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. [...]
         Art. 3º - Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.
         Art. 4º - O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.
         [...]
         Art. 7º - A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.

Seiva: líquido nutritivo, rico em sais minerais, que circula nos vegetais. Corresponde ao sangue nos animais.
Parcimônia: economia.

FONTE: IBGE Teen. Declaração Universal dos Direitos da Água. Disponível em: . Acesso em: 29 ago. 2011.


TEXTO II – 6º e 7º ANOS VESPERTINO
Água é vida: cuide desse bem
[...]
No banheiro:
·        Feche a torneira enquanto escova os dentes ou faz a barba. Uma torneira aberta pode consumir, por minuto, até 2,4L (numa casa) ou 16L (num apartamento).
·        Tome banhos rápidos. A cada minuto no banho você gasta de 3L a 9L.
·        Regule as válvulas de descarga. As convencionais usam cerca de 40% de toda a água de uma casa ou escola. Cada segundo que uma pessoa permanece com o dedo na descarga são 10L de água desperdiçados.
Na cozinha:
·        Limpe bem os pratos e panelas e jogue os restos de comida no lixo.
·        Deixe a louça na água para facilitar a lavagem.
·        Feche a torneira enquanto ensaboa e volte a abri-la apenas para enxaguar.
·        Ligue a máquina de lavar louça apenas quando ela estiver completa.
Na Lavanderia:
·        Utilize a lavadora de roupa só quando ela estiver cheia e ligue no máximo três vezes por semana.
·        Reaproveite a água de chuva ou da máquina para lavar o chão da cozinha, a área de serviço e o quintal.
Nas áreas externas:
·        Varra as calçadas para retirar o lixo e use balde em vez de mangueiras.
·        Molhe plantas com regador quando o sol estiver mais fraco.
·        Lave o carro utilizando o balde.
·        Prefira jardins a áreas cimentadas, favorecendo a infiltração da água no solo.
Manutenção:
·        Elimine vazamentos.
·        Troque ou conserte torneiras pingando.
·        Faça o texto do relógio de água. Se os ponteiros continuarem rodando sem sinal de consumo, é sinal de vazamento.
FONTE: SESI. Água é vida: cuide desse bem. Disponível em: . Acesso em; 6 set. 2011.


TEXTO III – 7º, 8º E 9º ANOS MATUTINO
ÁGUA: SIGNIFICADOS E SIMBOLOGIAS NA ARTE.
           
O simbolismo da água como fonte de vida é mencionado em quase todas as cosmogonias, desde o Gênesis, na Bíblia, até o Alcorão, ou mesmo em escritos pagãos, que afirmam que a água seria o elemento original ou o princípio de todas as coisas. As representações da relação entre água e religião e sua simbologia como elemento primordial podem ser encontradas nas pinturas pré-renascentistas em que começam a surgir as pequenas paisagens de fundo nas quais se podem ver pequenos rios serpenteantes. De acordo com as concepções da Idade Média e do Renascimento, os rios não seriam formados pelas águas da chuva e pela evaporação, mas seriam veias que viriam do interior da terra doando vida à superfície. (...)
A representação do elemento aquático na arte ocorreu não apenas através das imagens dos rios ou fontes, mas também por meio de alegorias mitológicas e narrativas. Entre os mitos e personagens relacionados à água mais conhecidos estão Netuno. O conhecido Deus grego dos mares Poseidon (Netuno, para os romanos) era um dos irmãos diretos de Zeus. Geralmente é representado com um tridente e é levado por uma carruagem puxada por cavalos marinhos. Poseidon era tido como o senhor da ilha de Atlântida e responsável pelos maremotos, terremotos e tempestades. Ao longo da história da arte foi repetidamente representado, tanto em pinturas como em escultura. A principal conotação da água na lenda de Netuno é o duplo sentido como fonte de vida versus o poder destrutivo que ela também pode ter. (...)
Grosso modo, é possível afirmar que os simbolismos da água ocupam, na verdade, polos opostos no imaginário humano. Ao mesmo tempo em que a água é fonte de vida nas imagens do batismo, ela é a causadora da destruição na iconografia do dilúvio.

FONTE:


TEXTO I – 7º ANOS MATUTINO
Exaustão das águas

“Quando a colônia brasileira começou a ser ocupada, no século 16, e europeus passaram a fundar vilas, pequenas fontes de água bastavam para abastecer uns poucos cidadãos e animais. Permanecer junto aos grandes rios não era parte dos planos dos fundadores das primeiras cidades. O colégio dos Jesuítas, pedra fundamental de São Paulo, por exemplo, foi edificado em um outeiro, lugar apropriado para a defesa contra possíveis ataques de índios, mas com pouca água. Mas, dessa vila nasceu a metrópole de quase 20 milhões de habitantes que demandam cerca de 80 litros por pessoa/dia de água tratada para suas necessidades domésticas. Volume impossível de ser obtido nos mananciais próximos, que pelos critérios estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) têm capacidade sete vezes menor que a necessária para a população que atendem. É preciso ir buscar a água cada vez mais longe e tratar cada vez mais os recursos poluídos, para torná-los próprios ao consumo.”
FONTE: Revista Scientific American Brasil, edição especial nº 62 – “Exaustão das águas” – pág. 36.

TEXTO I – 8º ANOS

CRISE DA ÁGUA: MODISMO, FUTUROLOGIA OU UMA QUESTÃO ATUAL?

O problema da escassez de água doce já é uma realidade em vários locais do planeta. Alguns dos aspectos dessa crise vêm sendo discutidos na área acadêmica e por autoridades políticas e organizações não-governamentais, mas o grande público ainda não percebeu a importância da questão.
A água doce é essencial para a humanidade, mas a maioria das pessoas não se dá conta de que o aumento da população mundial, e portanto, das atividades agrícolas e industriais, está reduzindo a qualidade desse recurso e tornando-o mais escasso em algumas regiões. O problema já é uma realidade em vários locais do planeta, preocupando cientistas e autoridades públicas e levando à
adoção de medidas que evitem o desperdício ou a degradação das reservas hídricas. Leis mais sensíveis à importância dessa questão e a conscientização de cada indivíduo de que essa ameaça envolve a todos são os primeiros passos na busca de um uso mais sustentado da água na Terra.
A água doce, indispensável à vida, é um recurso renovável, mas relativamente escasso em algumas regiões da Terra. A maior demanda (decorrente do crescimento acelerado da população humana), o desperdício e o uso inadequado podem esgotar ou degradar esse recurso. Problemas desse tipo já ocorrem em certas áreas ou regiões, e acredita-se que a médio prazo, mantidas as atuais formas de uso da água, poderão abranger todo o planeta, gerando uma crise global da água.
(...)
Fator limitante da vida humana
A água doce (menos de 3% de toda a água existente no mundo) é a forma desse recurso usada primariamente pelo homem. A água salgada, encontrada nos oceanos e em algumas áreas continentais (97,25% do total), precisa passar por um processo de dessalinização antes do uso. A parcela imediatamente utilizável, presente em rios e lagos e nos aqüíferos subterrâneos, alcança em torno de 22% do estoque mundial de água doce. A maior parte do restante está em geleiras (nos pólos e nas montanhas de grande altitude), o que dificulta seu aproveitamento.
O corpo humano, como o dos outros seres vivos, é formado principalmente por água, o que torna esse recurso essencial à vida. Por isso, o homem precisa ingerir água com freqüência, diretamente ou através dos diferentes alimentos. Grande parte das atividades humanas cotidianas também depende da água, como cozinhar, tomar banho, lavar (alimentos, roupas, quintais etc.), assim como as indústrias (que exigem grandes quantidades em alguns setores), a agricultura e até os esportes e o lazer (em piscinas). O homem tem extrema dependência da água doce, e como o volume desse recurso no ambiente é relativamente pequeno, ele é considerado um fator limitante para a espécie humana.
(...)
A crescente demanda mundial
Nas últimas cinco décadas, a população humana aumentou de forma rápida, até atingir o número atual: cerca de 5,7 bilhões de pessoas. Esse intenso crescimento está em parte relacionado às novas tecnologias industriais, que levaram à criação de novas drogas e à melhoria das condições de saneamento, em especial nas regiões urbanas mais desenvolvidas. Uma das conseqüências da explosão populacional foi a demanda crescente de água para atender necessidades básicas, como beber e cozinhar, e para as demais atividades ligadas à produção e ao lazer.
Quando se fala em aproveitamento da água, é importante diferenciar o uso e o consumo. O uso é a retirada de água do ambiente para suprir necessidades humanas, e esse termo implica que uma parte do que é aproveitado volta para o ambiente (caso da água usada para cozinhar ou para o banho). Já o consumo refere-se à parcela que não retorna de modo direto para o ambiente (como a água usada na irrigação de uma plantação, que passa a fazer parte dos tecidos vegetais).
( ...)
Uso mais sustentável é possível
Após todas essas informações, a resposta à questão proposta no início do texto é clara. A preocupação com a crise da água é mais do que um simples modismo ou uma previsão para o futuro. Se esse tema vem ganhando cada vez mais espaço nos fóruns de discussão, embora ainda não tenha atingido o grande público, é porque já é uma situação real em vários locais do planeta. Obviamente, os problemas relacionados ao mau uso da água já deviam estar sendo equacionados há muito tempo. Não se trata mais de tomar medidas no futuro, mas sim para o futuro.
A princípio, a aplicação de uma legislação ambiental justa e eficiente garantiria a diminuição dos impactos sobre os ecossistemas aquáticos. Isso, porém, só é válido para as atividades impactantes cujo responsável pode ser identificado com facilidade, como indústrias, sistemas agrícolas e prefeituras. No caso de ações individuais, esse controle é praticamente impossível. É muito mais fácil punir uma indústria que lance efluentes sem controle em um rio do que uma pessoa que despeja seu lixo doméstico no mesmo.
A dificuldade no controle das ações individuais decorre, muitas vezes, do fato de o indivíduo não se sentir responsável pela preservação dos recursos hídricos e/ou não ter consciência de como os seus atos podem alterar tais recursos. Em conseqüência, campanhas governamentais pelo uso mais racional da água não têm qualquer efeito na população. Por isso, junto com a criação de uma legislação adequada sobre o uso e a preservação da água, é preciso que as pessoas tomem consciência da gravidade desse problema e da necessidade de mudar a forma de utilizar esse recurso.
Essa conscientização tem dois aspectos fundamentais. Em primeiro lugar, cada indivíduo precisa compreender que é parte integrante do ambiente e que, através de suas ações, é um agente modificador do mesmo. Em segundo lugar, deve se sentir como participante da sociedade, interagindo com iguais e compartilhando os mesmos direitos e deveres. A conscientização é a base para o exercício da cidadania, no qual o indivíduo entende que suas ações podem afetar os demais integrantes da sociedade. Consciência crítica e cidadania, por sua vez, estão intimamente ligadas à educação em todos os níveis: em casa, na escola e em qualquer outro local. Só assim será possível alcançar um uso mais sustentável da água, a fim de garantir esse recurso para as próximas gerações com a qualidade e a quantidade adequadas.

                                                                                                                      Ana Lúcia Brandimarte
Departamento de Ecologia Geral, Instituto de Biociências, Universidade de São Paulo.
Ciência Hoje, Rio de Janeiro, vol.26, nº154


TEXTO I – 9º ANOS
Consumo consciente de água
A água é um recurso finito, então precisamos ter um consumo consciente desse nosso bem precioso
Você já parou para pensar como a água é importante? Você já se imaginou vivendo semágua? Isto seria realmente impossível! A água é fundamental para o funcionamento da vida. Ela participa das reações químicas do nosso corpo, dos ciclos biológicos da natureza e é essencial na manutenção dos ecossistemas.
Todas as atividades da sociedade demandam o uso de água, bem como as nossas atividades diárias.
Muitas pessoas não dão muita importância para o consumo consciente de água, porque acham que ela é um recurso inesgotável, podendo ser utilizada à vontade. Essa impressão se dá porque vemos água por todos os lados, seja na chuva, nos rios, lagos, mares, represas, piscinas etc. Realmente, a maior parte da superfície do nosso planeta, cerca de 70%, é ocupada por água.  Porém, desses 70%, apenas 2,5% é constituído por água doce (esse é o tipo que é tratado e destinado ao nosso consumo), o restante é água salgada, segundo a Secretaria de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente.

Aproximadamente 70% da superfície do nosso planeta é constituída por água
Se pensarmos em 2,5% de 70%, esse número parece bem baixo, mas esse total seria o suficiente para abastecer toda a população mundial, se não fosse a poluição das águas, a sua distribuição inadequada e, principalmente, o desperdício.
A maior parte dessa água é destinada à produção de alimentos e outra grande parcela para a indústria, restando uma pequena fração para o nosso consumo. Além do desperdício de água que ocorre na produção de alimentos e nas indústrias, desperdiçamos enorme quantidade deste recurso durante as nossas atividades cotidianas.
Os 2,5% de água potável disponível no planeta não são distribuídos de forma homogênea entre a população humana ao redor do mundo. A ONU (Organização das Nações Unidas) estima que um bilhão de pessoas não possuam acesso a um abastecimento de água que seja suficiente para suprir suas necessidades diárias.
Com o aumento da população mundial, dos avanços industriais e tecnológicos, a demanda por água só tenderá a aumentar e, se não a consumirmos de forma consciente, ela será um recurso cada vez mais escasso, o que aumentará os conflitos pelo seu acesso.
Assim, precisamos cuidar desse nosso bem precioso, para que ele não nos falte no futuro e continue propiciando o funcionamento dos ecossistemas. Afinal, a água é um recurso finito.
Todos podem e devem ajudar a cuidar da água. Observe o seu uso diário de água e pense em como você poderia mudar os seus hábitos de forma a economizá-la. Veja algumas mudanças de atitude que você pode adotar para contribuir com o consumo consciente de água:

Evite o desperdício de água, sempre feche a torneira ao escovar os dentes, ensaboar as mãos, bem como ao lavar a louça
·     Não tome banhos demorados. Cinco minutos costumam ser o tempo suficiente para termos uma boa higienização;
·     Desligue o chuveiro na hora de se ensaboar e de passar o xampu e o condicionador, religando-o somente na hora do enxágue. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, um minuto de chuveiro ligado gasta cerca de 15 litros de água. Agora imagine o tanto de água que você vai gastar se tomar banhos de 20 minutos, e ainda com o chuveiro ligado! Seriam mais ou menos 300 litros de água potável sendo jogados fora pelo ralo!;
·     Evite brincadeiras com água. Troque-as por outras. Elas podem ser tão divertidas quanto às com água;
·     Desligue a torneira ao escovar os dentes;
·     Evite usar copos descartáveis, mesmo os recicláveis. Tanto a produção quanto a reciclagem deste material demanda o consumo de muitos litros de água. Prefira ter sempre em mãos uma caneca (daquelas de plástico mesmo) ou uma garrafinha de água (isto ainda te incentivará a beber mais água).

Flávia Figueiredo
Graduada em Biologia

www.escolakids.com/consumo consciente da água.htm



TEXTO III – 9º ANOS

POEMA

Água
Água...
Doce Água salgada.
Quantas vezes fora poluída
Destruída e desperdiçada?

Quantas sedes já matou!
Embora tantas vezes te mataram!

Quantas gotas tristes já chorou...
Enquanto os humanos te desperdiçavam?

Quantas plantas cresceram...
Graças as tuas lágrimas inundadas?
Quantas árvores deram frutos...
Por que por ti foram regadas?

Tu que matas tanta sede no mundo...
Estás prestes a desaparecer.
Pois o homem está te poluindo...
Esquecendo que precisa de ti para viver.

Nós humanos provocamos tantos danos...
A esta dádiva sagrada!
E agora não podemos...
Ficar sem fazer nada!

Pois se a água acabar...Será a gota D 'Água!


Autoria: Mariana da Silva Almeida
Vale Do Capão,Chapada Diamantina- Bahia.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014


  • Conteúdo da Recuperação Final de Inglês do 9º Ano (Profª Fernanda):

- Unidade 1: Vocabulário: Camping tips; Camping chores;
                    Gramática: Reflexive Pronouns.
- Unidade 2: Vocabulário: "Technologies" (objects);
                    Gramática: Relative Clauses (Relative Pronouns).
- Unidade 3: Gramática: Verb "have to" + Modal Verbs: Must; Should.
- Unidade 4: Gramática: Modal Verbs: Can, Could and May.


  • Conteúdo da prova de recuperação de Matemática - 9º Anos (Profª. Andréia)


- Equações do 1º grau;
- Equações do 2º grau

Página 30 a 101 - Estudar pelos exercícios

  • Conteúdo da prova de recuperação de Matemática - 7º H (Profª. Andréia)
  1. Números inteiros e Números racionais
  2. Equações do 1º grau
- Estudar pelos exercícios

  • Conteúdo da prova de recuperação de Ciências - 9º Anos (Prfª. Fernanda)
  1. Movimento Retilíneo Uniforme (MRU)
  2. Movimento Retilínio Uniformemente Variado (MRUV)
  3. Leis de Newton
  4. Temperatura e Calor

  • Conteúdo da prova de recuperação de Ciências - 7º H (Profª. Fernanda)
  1. Reino Protista
  2. Reino Monera
  3. Reino Fingi
  4. Briófitas e Pteridófitas

terça-feira, 11 de novembro de 2014

TEXTOS PARA A PROVA MULTIDISCIPLINAR 4º BIMESTRE/2014 APLICAÇÃO 20/11/2014



TEXTOS PARA A PROVA MULTIDISCIPLINAR 
4º BIMESTRE/2014
APLICAÇÃO 20/11/2014


MATUTINO:


Texto I dos 6° e 7° anos


Violência atinge mais jovens negros

No Brasil, os negros precisam enfrentar mais do que o racismo. A discriminação também impacta diretamente na qualidade e na expectativa de vida dessa que é a maior parcela da população. Foi isso que apontou recente estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), destacando que a possibilidade de um jovem negro ser vítima de homicídio é 3,7 vezes maior do que um branco.

Utilizando dados do IBGE, o estudo trouxe outro dado alarmante: enquanto a taxa de homicídios de negros é de 36 mortes por 100 mil, na proporção dos “não negros” é de 15,2. No país, Alagoas é o estado que tem essa relação mais desproporcional, onde a diferença entre os dois grupos atinge a marca de 76 por 100 mil habitantes. Segundo os responsáveis pelo estudo, Daniel Cerqueira e Rodrigo Moura, a discriminação socioeconômica e o racismo estão diretamente ligados ao número de homicídios de negros no Brasil. Eles explicam que a discriminação atrasa ou bloqueia as oportunidades de crescimento profissional. O racismo atinge a autoestima de crianças e jovens negros.

Segundo os estudiosos, os dois parâmetros permitem a perpetuação de estereótipos do negro na sociedade, que muitas vezes acabam associados à criminalidade. A violência também reduz a expectativa de vida dos homens negros em menos de 3,5 anos. Nos homens de outra cor ou etnia, a violência impacta em menos 2,57 anos. No Rio Grande do Sul, a situação não é tão diferente. Pesquisa do Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos (Cebela) mostrou que nos últimos oito anos houve crescimento de 34,47% no número de assassinatos de negros no Estado.

Pesquisa

Recente Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios, divulgada pelo IBGE, mostra que há 104,2 milhões de brasileiros negros. O número representa a soma dos que se declararam pretos (7,9%) e pardos (45%), o equivalente a 52,9% da população. Só a região Norte tem 70,2% de pardos. Em dados relativos, 46,2% se autodeclararam brancos. Indígenas e amarelos correspondem a 1,6 milhão (0,8%).

Denúncias:

A Ouvidoria da Secretaria Especial de Políticas Públicas de Igualdade Racial* recebe denúncias:
Ano/registros
2011 — 656
2012 — 413
2013 — 425
* A Pasta realiza processo de licitação de um disque-denúncia (138). Mas não há prazo para funcionar.
FONTE: CORREIO DO POVO  - POR:MAUREN XAVIER

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Texto Prova Multi – Arte/Matutino – Profª Adriana – 6º e 7º Anos

TEXTO I - O Lugar do Negro no Teatro Brasileiro Contemporâneo

            Atualmente, com o avanço das discussões sobre a discriminação étnica e das leis antirracismo, a população negra começou a reivindicar os seus direitos perante a sociedade brasileira. No entanto, no que se refere ao mercado de trabalho para atores negros, apesar de terem ganhado um pouco de visibilidade, esta ainda é pequena, comparada à proporção de negros no contingente populacional brasileiro.
            Embora algumas pessoas justifiquem que estejam vendo mais atores negros nas telenovelas fazendo personagens que não sejam apenas de escravos, motoristas, criminosos e empregadas domésticas, o padrão estético determinado pela grande mídia para a escolha desse elenco se pauta em traços de beleza caucasianos, ou seja, negros com cabelos alisados, nariz e lábios finos e delicados.(..)
            O lugar do negro no teatro brasileiro contemporâneo necessita de que sua história e tradições sejam tratadas com o respeito e a importância que merecem, sem o olhar vertical determinado pela a cultura branca nos palcos, TV e cinemas do Brasil. Além disso, também saliento o fato de que os negros precisam fazer valer o seu valor como geradores de consumo, audiência e presença na sociedade. Dessa forma, acredito que a ponderação sobre os fatos aqui levantados possam ser apenas alguns poucos pontos de vista que nos levem a refletir sobre número de atores negros que vemos nos palcos brasileiros.
Vagner Vargas/Crítico Teatral.


TEXTO II - Grupo Caixa-Preta prepara nova peça teatral

            O grupo de teatro gaúcho Caixa-Preta, que é formado por artistas negros, vem buscando desde 2012, montar peças inspiradas nas principais tragédias gregas de Ésquilo, mas dentro de uma discussão da arte afro-brasileira, misturando elementos próprios das culturas negras.
            O diretor do grupo Jessé Oliveira  destacou que a África, no período do teatro grego, já possuía suas mitologias  que  materializam comportamentos de amor e ódio, e também motivam rituais, ressaltando  semelhanças que essas culturas possuem em suas vivências dos mitos e ritos. (...)


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Texto II – 6° anos

CONSCIÊNCIA NEGRA


Quilombo dos Palmares, sob a pessoa de Zumbi dos Palmares, deixou ao Brasil uma herança histórica e cultural riquíssima. A história dos Palmares e seu líder ficou imortalizada e caracterizada como símbolo da luta contra o trabalho escravo em nosso país e, posteriormente, como símbolo da consciência negra.

Muitos movimentos de emancipação e lutas contra a desigualdade social e o racismo no Brasil, principalmente liderados por classes minoritárias, posteriores ao Quilombo dos Palmares, foram inspirados no exemplo dos Palmarinos, como a Revolta do Malês (Salvador-1835), onde negros muçulmanos radicados pela escravidão no Brasil propunham o fim do catolicismo e a instauração de uma monarquia islâmica, além da escravidão aos não muçulmanos (brancos, mulatos e negros); e a Revolta da Chibata, em novembro de 1910, liderada pelo marinheiro descendente de escravos João Cândido, onde os militares da marinha protestavam contra os castigos impostos às faltas graves, que incluíam açoites à chibatadas (daí o nome da revolta).

O protesto culminou num motim de mais de 2.400 militares na baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, a então capital do Brasil.

A data da morte de Zumbi (20 de novembro) é tida, desde 1995, como um dos feriados nacionais, o Dia Nacional da Consciência Negra:  por todo país, é disseminada a ideia de luta contra a discriminação racial, a conquista de direitos por parte dos representantes da raça negra, e é também uma data que nos traz à memória a consciência de igualdade sob todos os pontos de vista sociais.

Além da memória histórica valorosa em relação à luta de uma classe e de um povo, o “fenômeno dos Palmares” nos deixa um legado cultural, através da arte da capoeira, que Zumbi utilizava como técnica de guerra com seus liderados. Outra informação importante: o Brasil é conhecido de norte a sul do país e também fora dele, dentre outras muitas manifestações culturais, pela expansão da dança oriunda da África, que se popularizou em terras tupiniquins.
  
FONTE:  SITE: quilombodospalmares.info


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Texto II – 7° anos

Racismo muito além dos estádios

Casos tomam conta do noticiário e trazem à tona questionamentos sobre preconceito

Em menos de um mês, no mínimo seis casos de racismo tomaram conta do noticiário nacional, em especial três ocorrências envolvendo o futebol, dois jogadores e um árbitro. Esses episódios chamaram a atenção por trazerem uma carga de intolerância e gratuidade nas agressões verbais e quase corporais.

Esse panorama assusta, uma vez que há considerados avanços na área social e repúdio pela maior parte da população contra o preconceito. Só a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial contabilizou no ano passado 425 denúncias de racismo.

Mas não basta. Ainda são identificadas muitas fragilidades em relação ao cumprimento jurídico. “Leis existem e são suficientes para coibir, criminalizar e punir. A dificuldade persiste no registro das queixas e na aplicabilidade da legislação”, avalia o ouvidor nacional da Igualdade Racial, o advogado Carlos Alberto Silva Júnior. Ele ressalta como importante a postura adotada por parte da população de buscar Justiça contra esses crimes e condenar duramente a discriminação. “É possível enxergar avanços inequívocos na consciência social dos brasileiros e vislumbrar alterações significativas no padrão das relações raciais no país.”

Um dos líderes do Movimento Negro no Rio Grande do Sul, o advogado criminalista Antônio Carlos Côrtes também tem preocupações sobre a questão jurídica. Segundo ele, há algumas sutilezas e morosidade impedindo que o processo sobre racismo avance e resulte em punições. Entre essas sutilezas, o advogado cita casos em que a vítima é apontada como réu. “São equívocos repetitivos”, alerta ele, que tem mais de 40 anos de experiência. Ele destaca ainda que um número muito grande de crimes não é registrado.

Uma das dificuldades, na avaliação dele, é o fato de esse tipo de crime prescrever em seis meses. “A vítima não pode fazer a ocorrência policial e ficar esperando. Tem que controlar de perto para que o processo avance”, sentencia. Para ele, o fato de um deputado federal gaúcho ter feito críticas em tom racista contribuiu para o aumento da prática de racismo. Sobre os episódios envolvendo futebol, destaca que deve haver limites entre o humor e a agressão. Como colorado, recorda que o próprio time levou na esportiva o símbolo do macaco, incorporando a imagem.

O Tribunal de Justiça do RS não conta com Vara específica para analisar os processos envolvendo injúria ou discriminação racial. Pesquisa apontou que nos últimos cinco meses estavam previstos apenas dez julgamentos de processos relacionados a esse assunto.
Casos de repercussão
• Dia 6 de março: Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul mantém pena de prisão contra homem que cometeu injúria racial contra duas vizinhas.
• Dia 6 de março: jogador Arouca, do Santos, ouviu de torcedores gritos de “macaco”, durante e ao final da partida contra o Mogi Mirim, pelo Campeonato Paulista. Em nota, ele considerou o episódio “lamentável e inaceitável”. Disse ainda ser uma “mostra que o ser humano ainda tem muito a evoluir e a crescer”.
• Dia 5 de março: o árbitro Márcio Chagas é ofendido por torcedores antes de apitar a partida entre Esportivo e Veranópolis, em Bento Gonçalves, pelo Campeonato Gaúcho. Após o jogo, o seu veículo foi encontrado com marcas de chutes e com bananas.
• Dia 17 de fevereiro: uma australiana foi presa em flagrante, acusada de racismo em Brasília. Em um salão de beleza, ela disse não querer ser atendida por uma manicure negra.
• Dia 12 de fevereiro: o jogador do Cruzeiro (MG) Tinga foi ofendido durante partida pela Copa Libertadores da América. Durante o jogo, torcedores do time adversário, Real Garcilaso, do Peru, imitaram um macaco quando o jogador tocava na bola. A Conmebol, entidade máxima do futebol sul-americano, abriu processo para apurar o caso e poderá punir o clube.
• Dia 10 de fevereiro: o ator Vinicius Romão de Souza foi preso, acusado de roubo. Familiares e amigos afirmaram que a prisão foi injusta e que houve racismo. Ele foi solto após 16 dias.

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VESPERTINO:

TEXTO I E II 7º ANOS

CONSCIÊNCIA NEGRA


Quilombo dos Palmares, sob a pessoa de Zumbi dos Palmares, deixou ao Brasil uma herança histórica e cultural riquíssima. A história dos Palmares e seu líder ficou imortalizada e caracterizada como símbolo da luta contra o trabalho escravo em nosso país e, posteriormente, como símbolo da consciência negra.

Muitos movimentos de emancipação e lutas contra a desigualdade social e o racismo no Brasil, principalmente liderados por classes minoritárias, posteriores ao Quilombo dos Palmares, foram inspirados no exemplo dos Palmarinos, como a Revolta do Malês (Salvador-1835), onde negros muçulmanos radicados pela escravidão no Brasil propunham o fim do catolicismo e a instauração de uma monarquia islâmica, além da escravidão aos não muçulmanos (brancos, mulatos e negros); e a Revolta da Chibata, em novembro de 1910, liderada pelo marinheiro descendente de escravos João Cândido, onde os militares da marinha protestavam contra os castigos impostos às faltas graves, que incluíam açoites à chibatadas (daí o nome da revolta).

O protesto culminou num motim de mais de 2.400 militares na baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, a então capital do Brasil.

A data da morte de Zumbi (20 de novembro) é tida, desde 1995, como um dos feriados nacionais, o Dia Nacional da Consciência Negra:  por todo país, é disseminada a ideia de luta contra a discriminação racial, a conquista de direitos por parte dos representantes da raça negra, e é também uma data que nos traz à memória a consciência de igualdade sob todos os pontos de vista sociais.

Além da memória histórica valorosa em relação à luta de uma classe e de um povo, o “fenômeno dos Palmares” nos deixa um legado cultural, através da arte da capoeira, que Zumbi utilizava como técnica de guerra com seus liderados. Outra informação importante: o Brasil é conhecido de norte a sul do país e também fora dele, dentre outras muitas manifestações culturais, pela expansão da dança oriunda da África, que se popularizou em terras tupiniquins.
  
FONTE:  SITE: quilombodospalmares.info

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Racismo muito além dos estádios

Casos tomam conta do noticiário e trazem à tona questionamentos sobre preconceito


Em menos de um mês, no mínimo seis casos de racismo tomaram conta do noticiário nacional, em especial três ocorrências envolvendo o futebol, dois jogadores e um árbitro. Esses episódios chamaram a atenção por trazerem uma carga de intolerância e gratuidade nas agressões verbais e quase corporais.

Esse panorama assusta, uma vez que há considerados avanços na área social e repúdio pela maior parte da população contra o preconceito. Só a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial contabilizou no ano passado 425 denúncias de racismo.

Mas não basta. Ainda são identificadas muitas fragilidades em relação ao cumprimento jurídico. “Leis existem e são suficientes para coibir, criminalizar e punir. A dificuldade persiste no registro das queixas e na aplicabilidade da legislação”, avalia o ouvidor nacional da Igualdade Racial, o advogado Carlos Alberto Silva Júnior. Ele ressalta como importante a postura adotada por parte da população de buscar Justiça contra esses crimes e condenar duramente a discriminação. “É possível enxergar avanços inequívocos na consciência social dos brasileiros e vislumbrar alterações significativas no padrão das relações raciais no país.”

Um dos líderes do Movimento Negro no Rio Grande do Sul, o advogado criminalista Antônio Carlos Côrtes também tem preocupações sobre a questão jurídica. Segundo ele, há algumas sutilezas e morosidade impedindo que o processo sobre racismo avance e resulte em punições. Entre essas sutilezas, o advogado cita casos em que a vítima é apontada como réu. “São equívocos repetitivos”, alerta ele, que tem mais de 40 anos de experiência. Ele destaca ainda que um número muito grande de crimes não é registrado.

Uma das dificuldades, na avaliação dele, é o fato de esse tipo de crime prescrever em seis meses. “A vítima não pode fazer a ocorrência policial e ficar esperando. Tem que controlar de perto para que o processo avance”, sentencia. Para ele, o fato de um deputado federal gaúcho ter feito críticas em tom racista contribuiu para o aumento da prática de racismo. Sobre os episódios envolvendo futebol, destaca que deve haver limites entre o humor e a agressão. Como colorado, recorda que o próprio time levou na esportiva o símbolo do macaco, incorporando a imagem.

O Tribunal de Justiça do RS não conta com Vara específica para analisar os processos envolvendo injúria ou discriminação racial. Pesquisa apontou que nos últimos cinco meses estavam previstos apenas dez julgamentos de processos relacionados a esse assunto.


Casos de repercussão

• Dia 6 de março: Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul mantém pena de prisão contra homem que cometeu injúria racial contra duas vizinhas.
• Dia 6 de março: jogador Arouca, do Santos, ouviu de torcedores gritos de “macaco”, durante e ao final da partida contra o Mogi Mirim, pelo Campeonato Paulista. Em nota, ele considerou o episódio “lamentável e inaceitável”. Disse ainda ser uma “mostra que o ser humano ainda tem muito a evoluir e a crescer”.
• Dia 5 de março: o árbitro Márcio Chagas é ofendido por torcedores antes de apitar a partida entre Esportivo e Veranópolis, em Bento Gonçalves, pelo Campeonato Gaúcho. Após o jogo, o seu veículo foi encontrado com marcas de chutes e com bananas.
• Dia 17 de fevereiro: uma australiana foi presa em flagrante, acusada de racismo em Brasília. Em um salão de beleza, ela disse não querer ser atendida por uma manicure negra.
• Dia 12 de fevereiro: o jogador do Cruzeiro (MG) Tinga foi ofendido durante partida pela Copa Libertadores da América. Durante o jogo, torcedores do time adversário, Real Garcilaso, do Peru, imitaram um macaco quando o jogador tocava na bola. A Conmebol, entidade máxima do futebol sul-americano, abriu processo para apurar o caso e poderá punir o clube.
• Dia 10 de fevereiro: o ator Vinicius Romão de Souza foi preso, acusado de roubo. Familiares e amigos afirmaram que a prisão foi injusta e que houve racismo. Ele foi solto após 16 dias. 

Violência atinge mais jovens negros

No Brasil, os negros precisam enfrentar mais do que o racismo. A discriminação também impacta diretamente na qualidade e na expectativa de vida dessa que é a maior parcela da população. Foi isso que apontou recente estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), destacando que a possibilidade de um jovem negro ser vítima de homicídio é 3,7 vezes maior do que um branco.

Utilizando dados do IBGE, o estudo trouxe outro dado alarmante: enquanto a taxa de homicídios de negros é de 36 mortes por 100 mil, na proporção dos “não negros” é de 15,2. No país, Alagoas é o estado que tem essa relação mais desproporcional, onde a diferença entre os dois grupos atinge a marca de 76 por 100 mil habitantes. Segundo os responsáveis pelo estudo, Daniel Cerqueira e Rodrigo Moura, a discriminação socioeconômica e o racismo estão diretamente ligados ao número de homicídios de negros no Brasil. Eles explicam que a discriminação atrasa ou bloqueia as oportunidades de crescimento profissional. O racismo atinge a autoestima de crianças e jovens negros.

Segundo os estudiosos, os dois parâmetros permitem a perpetuação de estereótipos do negro na sociedade, que muitas vezes acabam associados à criminalidade. A violência também reduz a expectativa de vida dos homens negros em menos de 3,5 anos. Nos homens de outra cor ou etnia, a violência impacta em menos 2,57 anos. No Rio Grande do Sul, a situação não é tão diferente. Pesquisa do Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos (Cebela) mostrou que nos últimos oito anos houve crescimento de 34,47% no número de assassinatos de negros no Estado.

Pesquisa

Recente Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios, divulgada pelo IBGE, mostra que há 104,2 milhões de brasileiros negros. O número representa a soma dos que se declararam pretos (7,9%) e pardos (45%), o equivalente a 52,9% da população. Só a região Norte tem 70,2% de pardos. Em dados relativos, 46,2% se autodeclararam brancos. Indígenas e amarelos correspondem a 1,6 milhão (0,8%).

Denúncias:

A Ouvidoria da Secretaria Especial de Políticas Públicas de Igualdade Racial* recebe denúncias:
Ano/registros
2011 — 656
2012 — 413
2013 — 425
* A Pasta realiza processo de licitação de um disque-denúncia (138). Mas não há prazo para funcionar.
FONTE: CORREIO DO POVO  - POR:MAUREN XAVIER


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Texto I- 8º e 9º anos 

A DIVERSIDADE HUMANA

Existe entre os seres humanos uma grande variedade de aparência física, padrões culturais, língua, crenças, etc. Para identificar determinado grupo, muitas pessoas  usam a palavra “raça”, falando, por exemplo, em raça árabe, raça negra, raça de guerreiros, raça nobre. Usam-se até expressões como “ganhar na raça”, “defender a raça” ou “acabar com a raça de alguém”. Porém, em nenhum desses exemplos o termo “raça” corresponde ao seu conceito científico.
Afinal, o que é raça?
Raça é um conjunto de características genéticas que aparecem com maior frequência em uma população, distinguindo-a de outras. Assim, o que distingue as raças são diferenças genéticas, isto é, características transmitidas pelos genes a cada geração. Isto significa que é inadequado falarmos em “raça de guerreiros”, “raça nobre”, ou “raça de músicos”, porque esses atributos são adquiridos em sociedade. Dessa forma, as características culturais (língua, religião, tradições, valores, etc.) identificam e diferenciam etnias, e não raças.
Quais são as raças do ser humano? Há raça pura?
As duas perguntas envolvem uma única questão muito discutida pelos cientistas: a diversidade humana. As pesquisas feitas até hoje nos levam a afirmar que a humanidade pertence a mesma espécie, a Homo sapiens sapiens, surgida há cerca de cem mil anos no sudeste da África. Portanto, você, um sueco e um ianomâmi têm uma origem comum. E como ficaram com características físicas tão diferentes? Não há respostas seguras para essa pergunta.
De alguma maneira e em algum momento da evolução humana, as raças surgiram e o que é mais importante foram se modificando. As raças não são fixas. Ao longo da História, as migrações, as guerras e as conquistas têm provocado a mistura de raças e, portanto, na espécie humana, não há nem nunca existiram raças puras.
Há raças melhores, que dizer, mais aptas e inteligentes que dominaram outras menos capazes? Não se fala em “evolução pela seleção natural”?
Essas afirmações foram resultado  de teorias científicas racistas que, no século  XIX, serviram como justificativas para massacrar povos. Em 1859, ao ser publicado seu livro: “A origem das espécies”, o inglês Charles Darwin (1809-1882) jamais poderia imaginar a revolução que causaria na ciência e no pensamento da sociedade ocidental. A razão disso foi a explicação de Darwin para a teoria evolucionista. Segundo ele, o ritmo de procriação das espécies animais e vegetais excede os meios de subsistência disponíveis e estabelece-se uma concorrência pela sobrevivência na qual vencem aqueles indivíduos que, em virtude de sua constituição, conseguem melhor adaptação ao meio.
O evolucionismo biológico de Darwin foi usado para dar sustentação ao evolucionismo social (o qual lhe era anterior), tendo sido aplicado à evolução humana (Darwin nunca supôs que a regra da seleção natural se aplicava à vida social). Alguns estudiosos como o francês conde de Gobineau, autor da obra “Ensaio sobre as desigualdades das raças humanas”, argumentavam a respeito da inferioridade biológica de negros e mestiços. Estava armada a base da ideologia racista: afirmou-se que o progresso humano era resultado da luta e da competição entre as raças, acabando por vencer a mais forte, no caso, a raça branca. As demais raças, principalmente os negros, estavam destinadas a sucumbir pela seleção natural e social.
Não há nenhuma base científica para uma classificação geral das raças em uma escala de superioridade. Todos os argumentos usados pelos racistas sobre as raças  “superiores” e “inferiores” são facilmente desmascarados pela ciência. Não existe, por exemplo, nenhuma relação entre raça e inteligência ou entre raça e personalidade.
O racismo não tem base científica, mas, sim, política. Os preconceitos são, na verdade, meras desculpas para justificar guerras de conquista e extermínio  de populações. Ainda hoje, a ideologia racista está presente, especialmente entre aqueles que buscam um “bode expiatório” para suas próprias fraquezas ou para os problemas sociais que não conseguem entender. Nesse sentido, a educação e a cultura são armas eficientes contra o racismo, a serem utilizadas pelos governos para evitar a violência social.
Fonte: Domingues, Joelza Ester. História em documentos. 7ª série. Ed. FTD. 1ª edição. SP. 2009. P. 263 e 264.



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TEXTO II 8º E 9º ANO

Por que odeio nordestino?

Por THEA TAVARES | Publicado:12 DE NOVEMBRO DE 2010
Contribuição da jornalista  Sirlei Fernandes, de Curitiba-PR
http://blogladob.com.br/wp-content/uploads/2010/11/regiaonordeste-587-250x300.jpgDe nordestino tenho trauma acumulado desde a mais tenra infância. O problema vem desde aquela época em que a gente ia feliz da vida prá escola de guarda-pó branco e caderninho embaixo do braço para um dia poder ler e escrever.
Naqueles áureos tempos me disseram que um tal de Jorge Amado era um escritor baiano famoso e até hoje não consegui entender o porquê dessa constatação. Será porque ele escreveu dezenas de livros que retratam tão bem a história do povo nordestino do sertão e da cidade? Será porque das obras dele renderam adaptações de filmes de primeira linha, teatro e telas famosas? Será que odeio Jorge Amado porque as obras dele foram publicadas em 52 países?
Este pequeno exemplo já é motivo convincente para odiar o povo nordestino. Afinal de contas, porque a contribuição deles à literatura é tão expressiva e valorizada e a nossa não. Mas vou mais além.
http://blogladob.com.br/wp-content/uploads/2010/11/gonzagao-150x150.jpgOdeio nordestinos também por essa mania que eles tem em fazer música, dança, poesia reverenciadas no mundo inteiro. Se Strauss ficou famoso com suas valsas e Verdi com suas óperas, não menos valor tem os Doces Bárbaros, Djavan, Alceu Valença, Carlinhos Brown, Zé e Elba Ramalho e mais uma infinidade de gente talentosa. Tive a grata oportunidade de assistir um dia Chico César fazer embolada no violão com a Nona Sinfonia de Beethowen e o Luar do Sertão do Gonzaga e confesso: foi um verdadeiro deleite musical.

http://blogladob.com.br/wp-content/uploads/2010/11/213_1254-carmelita-folgan%C3%A7as-do-rei-lampi%C3%A3o.jpgLembro também do Baryshnikov. Ele tem méritos de sobra na dança. Mas, cá entre nós, quem consegue harmonizar os passos frenéticos do frevo e do maracatu não fica nem um pouco atrás do talentoso bailarino russo. E é só o nordestino capaz de conseguir a façanha.
Odeio o cearense Patativa do Assaré. Na sua sabedoria popular, ele já imaginava que: “a baixa, o sertão e a serra, Devia sê coisa nossa; Quem não trabalha na roça, Que diabo é que quer com a terra? Quer mais motivos para odiar o Assaré?
O nordestino também tem a mania de se sobressair na culinária. Odeio esse povo que capricha no acarajé, na tapioca, vatapá e moqueca. A comida deles é tão avassaladora que até político experimenta pra ver se o santo ajuda. Vide as ingerências da buchada de bode na trajetória de alguns.
http://blogladob.com.br/wp-content/uploads/2010/11/123home_foto1.jpgMinha ira vai mais além. Além do povo carimbado de nordestino, ainda tem aqueles quilômetros de praias de areia fofa rodeadas de coqueiros. Lá, o azul do céu se confunde com as águas quase mornas, prontas pra receber gente do mundo inteiro num doce mergulho no mar.
Esse é o nordeste. Mesmo odiado, seu povo tem no coração a grandeza do sorriso franco e a alma acolhedora.
As riquezas culturais acumuladas na história pelo povo nordestino não serão destruídas por preconceitos nem desamor, porque as suas bases são mais fortes que o granito e o mármore.http://blogladob.com.br/wp-content/uploads/2010/11/brasil.jpg
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    Ninguém caminha sem aprender a caminhar, sem aprender a fazer o caminho caminhando, refazendo e retocando o sonho pelo qual se pôs a caminhar.”
    Paulo Freire
    BOM TRABALHO...Equipe Pedagógica do CEF 17 Taguatinga.================================================================